quarta-feira, 29 de abril de 2015

Começa nossa "Euroáfrisia"


Sim, tenho plena consciência de que estou atrasado nisso. Poderia dizer que estava sem tempo, sem acesso à internet ou, até mesmo, sem ideias (mas nada disso seria verdade). E, quase dois meses após iniciar nossa viagem, estou aqui, com minha namorada, Samanta Rodrigues, 22, dentro de um ônibus, no meio da Turquia, em direção à Capadócia, tentando relembrar momentos vividos, por exemplo, em Amsterdã. Tarefa difícil, sendo que, desde então, já passamos por outros dez países.

Começamos nossa viagem no dia 6 de Março, com um vôo de São Paulo para Amsterdã. Pretendemos visitar de 30 a 40 países (aqui você percebe que a palavra chave de nossa viagem é: "acaso"), em um período de dez ou onze meses. Mas, na realidade, nesse primeiro texto vou tentar responder à famosa pergunta que ouvimos a todo momento: "como/quando decidiram fazer isso?"

Não é segredo para ninguém que sou um apaixonado por viagens. Meus amigos podem confirmar que desde meus 14 ou 15 anos, por exemplo, eu já adorava pegar um ônibus intermunicipal em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, minha cidade, para ir passear em Caraguatatuba, cidade vizinha. 45 minutos, em média, o trecho, somente para desembarcar, andar até o calçadão, comer um pastel e tomar um caldo de cana (em qualquer "China" da vida). 

Quero dizer, com isso, que não tenho como meta poder dizer que conheci 794 países, percorri 949 mil quilômetros, etc.. Além disso, sou um grande amante dos destinos brasileiros (perderia um texto citando lindos lugares desse nosso "Brasilzão").

Porém, sempre tive vontade de fazer uma viagem desse tipo. Primeiramente, porque mesmo que você encontre grandes variedades culturais do Oiapoque ao Chuí (minha homenagem ao Monte Caburaí, que por mais que não seja lembrado, é o verdadeiro extremo norte do Brasil), ainda sim você tem o mesmo idioma e passaporte. Claro que há diferenças gritantes de um "bá, tchê" para um "arre égua!". Porém, todos com o "pé na cozinha", com a mesma posição na árvore genealógica da história.

Também sempre tive vontade de conhecer o famoso "primeiro mundo" (engraçado, pois se hoje não fazemos parte dele, grande influência teve a colonização desse povo "desenvolvido" sobre nós, latinoamericanos. Porém, guardo essa análise "xingando muito no twitter" para um outro momento).

Tinha vontade de ver se realmente era tudo isso, como funciona (aliás, funciona), como vivem, o que comem... Não perca, no próximo Glo... Ok.

E, claro, visitar também o outro lado da moeda (lado o qual, não é segredo para ninguém, que me desperta muito mais fascínio), onde a "bagunça" se assemelha mais com nosso país, onde sim, há mais perigo, violência, mas, sobretudo, onde há mais vida, calor humano. Onde nós, os macacos, dançamos mais, onde vivemos mais (deixo esse ótimo vídeo a respeito).

http://www.youtube.com/watch?v=ZY2z12ORYJI

E, por último, a questão do momento. É uma viagem que sempre pensei em fazer e, com 25 anos, é muito mais fácil de se realizar essa aventura do que aos 40 anos, casado, com filhos, etc.. Não que não seja possível, até porque já vi, e continuo vendo, vários exemplos assim. Além de não ter nada contra, até acho muito interessante. Porém eu, Artur Bruzos, não me vejo, com essa idade, com pique para pegar carona, dormir em rodoviária, escolher entre um par de meias ou a higiene, no banheiro, em algum lugar da Turquia, por exemplo.

Dito tudo isso, afinal de contas, quando decidimos viajar?

Um certo dia, enquanto estava navegando pela internet -havia pouco tempo que estava desempregado- acabei encontrando uma incrível promoção. Preços absurdos, para vários destinos da Europa. O site estava completamente congestionado e, após uns 30 minutos tentando diferentes destinos (pois nenhum funcionava, a todo momento o site não respondia), peguei os últimos dois assentos, com destino a Amsterdã. Créditos para minha amada Samanta, que possuía crédito no cartão, ao contrário do meu caso.

No dia seguinte, a companhia aérea, KLM, revelou que não se tratava de uma promoção, mas um erro de sistema. Porém, para a alegria geral da nação (ou pelo menos a minha e de Samanta) a companhia afirmou que "ficaria", que honraria as passagens compradas. Aliás, aqui fica todo o meu elogio à companhia holandesa. Em todas as vezes que liguei para eles, seja para confirmar informações ou retirar dúvidas, sempre fui extremamente bem atendido.

Até então, ficaríamos apenas 28 dias, visitando três ou quatro países. Porém, pensando melhor, comecei a me questionar: por que não agora? Havia, ao menos, cinco anos que eu imaginava fazer essa viagem. Quantos mais eu iria esperar? Iria esperar arranjar uma estabilidade em algum emprego, o que tornaria o plano inviável? Talvez esperaria uma época pré matrimônio, onde o pensamento estaria em guardar dinheiro para casar, comprar um imóvel, formar uma família? Obviamente que não. 

Sendo assim, pensei e, ao mesmo tempo, não pensei muito (pois esse é o tipo de coisa que se você deixa ecoar demais, você desiste). Conversei com Samanta, que após uns dias de retiro mental sobre a questão, aceitou de mochila, corpo e alma. Levou uns dias, até porque não é qualquer um que embarca em algo assim de uma hora para outra. Não escondi dela que nesse tipo de viagem você sai da zona de conforto diversas vezes ao longo de um único dia. Alertei que na teoria, nos blogs, redes sociais, tudo é lindo, mas que na beira da estrada, dentro do ônibus sem muita moeda local, sem hospedagem em um domingo pra segunda, às duas da manhã, sem banho, as coisas são diferentes. Porém, ela disse sim (pelo menos, por enquanto, segue dizendo).
E então, com apenas dois meses para a data da viagem, partimos para os planos, orçamentos, destinos e tudo mais que irei separar em outros textos que estão por vir.

Prometo que vou me empenhar mais e me policiarei a escrever frequentemente. Fiquem tranquilos, não vou deixar para escrever na Tailândia como foram os dias no mundo árabe... Inshalá!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um gatilho, mil dedos


O principal fator que difere o ser humano dos outros animais, além do polegar opositor, é o uso da razão. É isso que o torna a criatura mais magnífica do planeta, capaz de compor sinfonias, construir prédios, salvar vidas, entre tantos outros feitos surpreendentes. Porém, outra característica que o torna único é a capacidade de odiar. Mais do que amar, o homem odeia (e muito).

No último sábado, 12 de outubro, o vídeo de uma tentativa de assalto, que culminou com um ladrão baleado, dominou os portais eletrônicos do país. Após dominar a vítima, e tomar posse de sua moto, o ladrão acaba surpreendido por um policial militar, que disferiu dois tiros contra o infrator (o qual acabara de completar a maioridade). Ao primeiro momento, a reação comum é a de adrenalina e satisfação em ver o bandido baleado. Qualquer pessoa, movida pela revolta ao ver uma pessoa “boa” (sim, as vítimas sempre são figuras puras, éticas e protegidas de qualquer análise moral) ter um bem levado, sente a sensação de prazer em ver o bandido acabar no chão.

Ademais, é compreensível que, no momento em que o homem sente sua vida ameaçada, o mesmo tenha como reação desejar, do fundo de suas vontades, a morte do outro ser. Nada de anormal nisso. Porém, o que espanta é o ódio coletivo, saber que as pessoas, mesmo enxergando o jovem de 18 anos caído no chão, gemendo, suplicando por sua vida, sentem gozo em vê-lo morrer. Isso, sim, é mais surpreendente do que o próprio vídeo. 

Ao colocar algo desse tipo, a enxurrada de ironias e xingamentos, como do tipo “não tá contende, leva pra casa”, faz-se tão comum e previsível quanto trânsito em São Sebastião em época de férias. A questão é que esse círculo vicioso do ódio gera, apenas, mais ódio. É simples e óbvio, porém, bem como viver o momento presente, são situações difíceis de compreender.

O intuito aqui não é entrar no politicamente correto e falso puritanismo. Obviamente, o gatilho da arma do bandido não é acionado sozinho... E justamente por tal fato, é um conjunto de fatores e processos sociais que criam a combinação entre pólvora, chumbo, vítima e morte. A chave do processo é enxergar que enquanto a vontade em ver um semelhante falecer for maior do que a vontade em lutar por uma nova situação social, com mais igualdade e oportunidades, o ódio sempre irá gerar mais ódio. 

Mais uma vez, há a necessidade de se desculpar por entrar, mais uma vez, em uma argumentação tão óbvia e clichê. Porém, como as coisas que realmente importam na vida, essa mensagem não é complexa, porém extremamente difícil de se compreender (e, mais do que isso, de se viver).

A intenção aqui não é passar uma imagem santa do autor do texto. Pelo contrário, até porque os amigos sabem o “espírito de porco do mesmo”, o qual, como o personagem “Coringa”, no filme “Batman, o Cavaleiro das Trevas”, adora ver o “circo pegar fogo”. Porém, o mesmo dá muito mais valor ao que realmente importa, ações reais, do que ações superficiais e tão automáticas quanto uma frase repetida ao longo do tempo. No lugar de perder linhas desse texto para exemplificar tal fato, fica a indicação da análise do “homem cordial”, por Sérgio Buarque de Holanda.

Por fim, sem apontar o bandido apenas como um coitadinho, e tampouco condená-lo à morte friamente, com todo o ódio que a razão trouxe ao ser humano, o ideal é compreender todos os processos que envolvem o fato, políticos e sociais, principalmente. Porém, essa análise não será levantada nesse texto, a fim de evitar encher os servidores de dados em nuvem ao redor do mundo.

É entender que o jovem de 18 anos, “marrento com o canhão na mão”, é o mesmo que já foi um bebê com olhar inocente, o qual tendo uma foto sua publicada em alguma rede social com uma frase de autoajuda, possivelmente teria milhares de compartilhamentos. Entender que é fácil julgar tendo sua criação garantida com uma boa educação, amor e conforto, quando, em contrapartida, a linguagem de milhões de marginalizados da sociedade é a “lei do cão”, onde o código de Hamurabi impera, com sua lei de talião.

Ademais, fica a referência ao belo discurso de Luiz Ruffato, na abertura da Feira do Livro de Frankfurt. Não seria exagero dizer que o texto acima poderia ser resumido nas linhas seguintes: “ Aquele que, no desamparo de uma vida à margem, não tem o estatuto de ser humano reconhecido pela sociedade, reage com relação ao outro recusando-lhe também esse estatuto. Como não enxergamos o outro, o outro não nos vê. E assim acumulamos nossos ódios – o semelhante torna-se o inimigo.”

quinta-feira, 17 de março de 2011

Uma formiga santa e ética, na fila


Toda pessoa que frequenta supermercados já se deparou com a seguinte situação: você está esperando sua vez, na fila do caixa, quando, repentinamente, surgindo de algum canto do comércio (ou, provavelmente, de um portal para outra dimensão, pois nunca vemos de onde essas pessoas surgem) o ser que está em sua frente na fila recebe um amigo, familiar, ente querido – maligno- com um carrinho de compras cheio de mercadorias. Essa civilidade, ou falta dela, é a mesma que cobramos de nossos representantes políticos. Porém, que moral tem uma pessoa que não respeita uma fila?

A princípio, em conversas com pessoas que pegam ônibus com você, com cidadãos que tomam café na mesma padaria em que você pede um misto quente, temos a impressão de que no mundo só há inocentes, gente do bem. Dificilmente você vai ouvir alguém dizendo que sim, que realmente ela fura fila, não dando a mínima para o próximo. Tão difícil é alguém assumir que furou o trânsito pelo acostamento, pois precisava chegar em casa para ver o final da novela. Contudo, é mais corriqueiro ouvirmos lamentações sobre os governantes, sobre a falta de honestidade de vereador ”x”, entre outras lamúrias.

Os comércios, em geral, tentam encontrar medidas para mudar esse cenário “fura-fila” (sem nenhuma associação ao antigo prefeito da capital paulista). Ultimamente, cada vez mais nos deparamos com as senhas impressas. Porém, com a genialidade que torna o ser humano a espécie mais fantástica do planeta terra, os vulgos “paladinos da honestidade” - sim, aqueles que lamentam sobre uma suposta falta de ética na política- se deram conta de que podiam emitir mais de uma senha, guardando, assim, lugar para um possível amigo querido, o qual, por sua vez, é tão “inocente” quanto o primeiro.

E seria impossível citar exemplos de falta de ética sem mencionar a "terra prometida" de todo esperto: o trânsito. Ao que parece, o cidadão (ou a tentativa de um) sente-se protegido pela couraça de metal à qual está guiando. Ao contrário das filas, em que todos podem se olhar nos olhos, o trânsito garante o anonimato do folgado. Um bom exemplo acontece quando o trânsito está parado e, subitamente, motoristas tomam uma medida que deveria deixar de queixo caído figuras como Einstein, ou Nietzsche, pois acharam um caminho o qual nenhum dos outros motoristas enxergou: o acostamento! Sim, o acostamento deve ser como a roupa do rei, a qual só os inteligentes conseguem visualizar.

Vítimas da superlotação do verão, as cidades praianas são as que mais sofrem com esse mal do acostamento. Assim como os comércios, as prefeituras tentam encontrar medidas para sanar essa questão, como foi o caso da Prefeitura de São Sebastião, litoral norte de São Paulo, à qual demarcou toda sua faixa de acostamento de sua principal via com cones, cavaletes, além de contar com a ação dos guardas de trânsito para autuar os espertinhos.

O fato é que todos cometem seus deslizes, seja não respeitar uma faixa de pedestre, burlar uma fila, jogar um chiclete na rua, entre tantos outros. E é o próprio erro do homem que gera uma maior demora no atendimento, o acúmulo de sujeira nas ruas ou o caos no trânsito (duvido alguém dizer que já viu um engarrafamento numa fila de formigas). A questão está em cada pessoa assumir sua verdade de “pecador” e, ao invés de criar sociedades de combate a x ou y, tentar cuidar de seu próprio umbigo, de suas ações, e até mesmo de seus potes de doce, evitando, desta forma, o trânsito de formigas entre seus mantimentos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

NOTA - Esse texto possui um conteúdo explosivo

Sim, esse texto vai contar sobre como vi um assalto, tentei ajudar, dei soco na cara de um cara, jogaram pedra em mim, abri o tampao do dedo do pé, arregacei o joelho. Ok, agora que já atraí a atençao de vocês, vamos voltar de onde parei no último texto kkkkkkk.
Depoois de escrever o último texto, lá pelas 6h da manha, comi e fiz o city tour. Detalhe que me ferrei, porque teria q fazer o check out, mas saí, entao perdi 50 pesos do seguro. Na volta, tomei banho e dormi apenas umas 2 horinhas. Depois de jantar, saí com uma galera pra um bar. Depois deles fazerem o esquenta, e eu comer uma pizza de mussarela, ao melhor estilo patrao, na beira da av. 9 de julho, fomos para a balada. Nossa, foi muito engraçado, muito boa, mesmo. Foi uma das melhores baladas que já tive. Cheio de gringo engraçado, ficamos zuando, talz. Muito bom, mesmo!
Na volta, novamente varamos, esperando o café da manha. Depois de comer, eu pensei em ir dormir, pois estava exausto. Dormi 50 minutos e acordei por causa do calor, e estava com medo, pois queria fazer o check out novamente(pq eu estava reservando um dia por vez). Aí desisti de dormir. Tomei um banho e fui pra La Bombonera, estádio do Boca Juniors. Fui de busao. Lá, dei um migué e comprei entrada apenas para o campo (25 pesos), sendo que nao poderia entrar no museu. Mas dei um migué na entrada, talz, e também vi o museu. Muito legal. Na hora de sair, eu nao tinha rasgado o meu ticket, entao procurei um Corinthiano (o que nao é difícil de achar) e o presenteei com a entrada intacta haha.
Depois, caminhando pelo bairro La Boca, o bairro do tango da argetnina, é muito legal, bem turístico, com casinhas antigas, restaurantes, tudo mais, fui pedir informaçao pra um garçon. Nisso, ele elogiou minha camisa do Corinthians e me tira uma bandeira do Corinthians do bolso kkkkkkkk. Começou a cantar gritos do Corinthians, ele tava em frente ao restaurante El Timón. Tive que tirar uma foto com ele, lógico. Depois fui de bus até o estádio Cilindro, do Racing Club. A história do Racing me encanta, pois se assemelha com o Corinthians, tem uma torcida tao fanática quanto a fiel, por isso fui. Nenhum turista vai nesse estádio, até pq o time nem é muito conhecido fora da Argetnina (aliás, quase nada kkk). O estádio estava em obras, entao, ao contrário de La Bombonera, tava todo feiao, largado, sabe. Tanto que nenhuma fiscalizaçao, só os pedreiros. Com o portao aberto, fui entrando em tudo, até vestiário, banco de reservas. Foi muito legal, sabe, estar num estádio de um time que quase nunca ganha nada, faz anos que nao ganham nada, mas que a torcida continua indo, me senti como se voltasse pra época do jejum Corinthiano.
Na sequência, tentei ir ao estádio do rival do Racing, que é o Independiente. Mas estava fechado, mas tudo bem, pois queria mesmo era conhecer o do Racing. Nas ruas, ainda troquei minha camisa da gavioes por uma do Racing, com um ambulante.
Voltei pro hostal e depois de ficar um tempao só morgando aqui, de boa (ah, e fui buscar mh ropa na lavanderia), saí com uma brasileira pra tentar ver reserva em outro hostal, e também pra ver se achava lugar pra descarregar fotos. Bom, nisso fiquei na lan e ela veio embora.

Comeeeeeça o drama do assalto
Tava voltando pro hostal, sozinho, na principal av da Argentina, a 9 de Julho. É sossegado, cheio de tursista, mas tem muito caso de batedor de carteira, ladraozinho pé de chinelo. Nisso eu vi 2 caras (uns 16, 17 anos) chegando perto duma mulher, que devia ter uns 50. Eu deveria ter gritado na hora, mas nem deu tempo, foi tudo muito rápido. Um pegou o celular e saiu correndo. Nisso eu já saí correndo atrás (detalhe que eu tava com a camisa do Racing, entao era como se eu fosse "local"). Eu saí q nem um louco, gritando em espanhol que nem um doido "EU VOU TE MATAR, SEU FILHO DA PUTA, VOCÊ JÁ TÀ MORTO!SOLTA ESSE CELULAR SE NAO EU TE MATO!" Meu, o infeliz correu demais, juro, ele entrou em choque e parecia o papa léguas. Nao chegava nele de jeito nenhum. Nisso veio o outro correndo e um jogou o celular pro outro. Mas continuei correndo atrás desse cara. Sem brincadeira nenhuma, a gente ficou uns 5 minutos correndo pelo meio da avenida, entre os carros. ouvi freada, carro parando perto de mim, mas nao desisti de correr atrás. Nisso ele começou a se desesperar e começou a gritar como se ele tivesse pedindo socorro, e logo eu já comecei a gritar que ele que era o ladrao. Depois desses 5 minutos eu o alcance, dei uma bicuda nas pernas dele. Ele tropeçou, e no que veio pra cima de mim eu dei um soco certeiro na cara dele. Nisso ele caiu que nem joao bobo (e eu ficava olhando pra trás, por causa dos amigos, mas eles nao vieram ajudar, ficaram de longe olhando). Entao eu tinha esse moleque, já bobo, no chao, que começou a gritar desesperado pra eu nao bater mais nele, aí nao consegui bater mais, sei lá, me deu pena. Virei e saí andando. E a pena que eu senti, digamos que ele nao teve o mesmo sentimento kkkkk. Ele pegou uma pedra e ficou ameaçando jogar em mim, que já estava um pouco longe. Nisso eu saí correndo, mas estava exausto, entao com o peso do meu corpo eu caí de 4 (estilo tricolor de ser) no meio da avenida, arregacei meu joelho. Nisso ele jogou a pedra em mim, mas que por sorte errou. Aí eu saí fora, ele e os amigos também. Nisso eu percebi que estava sem Croc e com um tampao aberto no dedo do pé. Saí correndo para um bar, fiquei um tempo, porque eu tava morto de tudo, sem fôlego nenhum. Depois de um tempinho pedi pra um cara vir comigo, por segurança, porque eu queria procurar minha Croc kkkkkkk. Só achei um pé. Fiquei muito chateado pela croc. Aí foi isso, fui embora, a mulher ficou me agradecendo, talz, mas nao adianta, porque nao recuperei nada e ainda saí perdendo. Voltei pro hostal, todo ferrado, tomei um banho, fiz curativo e dormi, finalmente! Detalhe que tudo isso passou com meu corpo sentindo um cansaço de ter dormido apenas 2h e 50 minutos em mais de dois dias. Hoje dormi bem. Agora tá doendo, mas ok.
Vo procurar um hostal agora, pq mh reserva acabou e nao tem mais cama aqui.
Adioooos!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Em Buenos Aires


Bom, vou continuar de onde parei no último texto. (detalhe que sao 6h17 da manha, aqui em buenos aires, e acabei de chegar no Hostel de um clube aqui. Depois conto sobre isso.
No dia 30, ainda fui pra noite de Vina del Mar. Viña já é um lugar "chiquetoso", e fui pra tipo a "Maresias" de Viña, porque gosto de conhecer os dois lados da moeda. Bom, realmente bem legal, pessoal jovem, nada muito diferente de uma noite em Maresias, a playboyzada, patyzada. Na fila para entrar numa balada top de lá, fiz amizade com uns chilenos, que me deram um vale pra entrar de graÇa. Porém, como nao completei 21 anos ainda, tive que pagar de qualquer forma haha, como 3mil pesos, algo como 12 reais. De boa. Depois ainda peguei um micro e voltei pra casa.
No dia seguinte, tive que deixar minha habitaÇao. E nao tinham mais lugares perto do centro, aliás, até tinha, mas por 40k pesos, algo como 160 reais. Entao fiquei na rua, com todas as minhas coisas. Já no final da tarde, cheguei num hostal e pedi por favor pra somente tomar banho. Depois de uns 4 lugares encontrei esse chileno gente boa, que me pediu para ser rápido, para que a dona do hostal nao me visse. Mais tarde, depois de algumas tentativas fracassadas, consegui arranjar um hostal apenas para guardar minhas coisas, de graÇa. Uma tiazinha simpática. Isso já era uma 10h da noite. Eu estava bem deprê, achando que, depois do pior natal, passaria a pior virada. Mas quando era quase 11h, fui pra uma praÇa onde as pessoas se reúnem pra ver os fogos. Fica bem no alto de um morro, muito legal. Nisso um chileno veio e me pediu um "pito", nao sei se pela barba para fazer, ou cara de Corinthiano kkkk. Bom, sei que fiz amizade com ele e todo o grupo que estava com ele. Foi muito legal, me revecebram muito bem e viramos a noite lá. Foi muito bom. Depois dos fogos, da virada, descemos até uma praÇa central, onde tinham milhares de pessoas. MAis tarde, depois que a música acabou, o pessoal voltou pro cerro, onde ficamos até umas 7h30 da manha. Só fui emobra porque iria pra Mendoza, na Argetnina. Fui pro terminal varado e peguei o buso das 8h30.
Cheguei em Mendoza de tarde, depois de 7 horas de buso, e já comprei passagem pra Buenos Aires (mais 15h na estrada). Cheguei hoje de manha na capital do tango.
Depois de fazer minha reserva num hostal internacional, que uma tiazinha que encontre iem Mendoza fez minha reserva por um preÇo melhor, bati um macarrao aqui mesmo e fiquei de bobeira o dia todo. AH, e tomei meu primeiro banho de 2011, depois de algum tempo (estava nojento da virada, fedendo muito hehe).
Hoje (ontem) reservei um city tour (que acontece daqui a pouco, äs 9h). COnheci uns brasileiros (CARA, É MUITO BRASILEIRO AQUI. Cheguei no hostal já tava cheio deles, e tocando vitor e léo, me senti no Brasil) e fiquei com eles numa festa que teve aqui, festa brasileira com muito samba. Eu estava louco para sair, para conhecer algo da noite, e quando deu 2h da manha, saímos para uma praÇa que tem vários bares. Entramos numa balada bem legal, talz. O problema é que fomos eu, um cara que me parece ser gay e dois casais. Ou seja: eles foram embora e me largaram sozinho lá. Sorte que encontrei uns brasileiros na volta e peguei carona(sim, de graÇa!) no taxi com eles.
Bom, estou agora (6h30) escrevendo esse texto. Estou com fome, e por isso vou ficar acordado até o city tour, mas principalmente para ficar acordado e comer o café da manhá, que começa äs 8h. Hoje vai ser duro, vou ficar estragado, mas tudo bem, dormi bastante nas longas horas de busao. Acho que por enquanto é isso.
P.S.: tá difícil de achar um lugar pra descarregar fotos, e agora q to no hostal, com internet "de graÇa", nao vou pagar pra usar net fora. E aqui nao tem leitor de cartao. Sorry.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Continuando


Bom, logo depois de fechar o lugar pra ficar, tomei banho e fui dar uma volta. O lugar é meio feio, cabreiro. Andei entrei em alguns lugares, de graÇa, pois só exigem carteira de estudante e documento oficial, pois se trata de uma cidade universitária.
Na manha seguinte, fui fazer compras no mercado. Comprei comida para me garantir por pelos menos uns 4 dias. Macarrao, molho de tomate, leite, achocolatado(nao, nao é nescau), pao, prersunto, bolachas, fanta 3l e água 3 l. Chegando já mandei um pao com presunto e fanta. Mais tarde, iria sair, mas estava cansado, pois andei o dia todo por quase toda a orla de Valparaíso. Fui dormir 21h, sendo q só acordei âs 13h do dia seguinte. Acordei e, depois de preparar um macarrao, com a ajuda de seu Domingo, fui pra Vina del Mar. DEtalhe que seu Domingo é muito simpático comigo, me ajuda na hora de fazer comida, fica conversnado comigo. Por exemplo, na primeira noite, quando fui sair, um cara de skate veio puxar papo comigo, nisso seu Domingo saiu da janela, no segundo andar, e deu tipo um "alou", com medo de que fosse algum malandro vindo falar comigo.
Bom, Vina del Mar é muito lindo. Tem grandes edificios, hotéis caríssimos. É o outro lado da moeda de, por exemplo, La Paz, ou até mesmo Valparaíso.
DEtalhe que fui no Cassino de Vina haha. Ainda consegui passar pra ala do hotel, que só dá pra passar com cartao, mas num descuido em entrei com uns hóspedes, e comecei a andar pelos andares, só pra conhecer. Depois de ir no banheiro do hotel, segui meu rumo. Peguei um micro (coletivo) e voltei pra casa. Depois de comer, fui pra noite.
Na rua conheci duas australianas, que também estavam sem rumo. Acabamos entrando em alguns lugares, talz. No final da noite, me despedi e ia seguir meu caminho, só q nem tinha reparado que esatava largando duas garotas com cara de gringas sozinhas andando pela madrugada pelas ruas. Tanto que só foi eu dar xau pra elas, e dar uns 15 passos, que um grupo de uns 4 caras comeÇou a andar na direÇao delas, pra ficar enxendo o saco, zuando. Aí voltei, como se tivesse esquecido algo com elas, e fui com elas até o hostal onde estavam.
Hoje acordei umas 2h da tarde, e depois de trocar uns dollars estou aqui na net. nao sei ainda o que vou fazer hoje. Ah, fechei mais uma noite na hospedaria, amanha nao sei o que vou fazer, vou ter que procurar algum lugar. To pensando em deixar as coisas no quarto das australianas e varar a noite, já q na noite da virada porvavelmente nao vo dormir tao cedo. Nao sei ainda.
Por enquanto é só.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ainda no Chile


Estou em Valparaíso. No último texto esqueci de citar alguns dos passeios que fiz no norte do chile, como o Valle de la Lunna e Laguna Cejar, que é uma lagoa que tem 1.200 metros de profundidade. E, assim como o mar morto, vocë nao precisa saber nadar. Tem tanto sal na água que vocë fica boiando, é muito louco. Detalhe que quando entrei quase morri de dor por conta de uns cortes q tinha na perna e de uma afta na boca. A hora que o sal pega, vixi!
Em Santhiago, logo depois de escrever o último texto, nao me contive e fui andar pela noite. Falei para a moCa do hostal que só daria uma volta, talz. Acabou que entrei num clube de cumbia e voltei 4h30 da manha kkkkk. Foi muito legal, pois fiquei com uns 4 chilenos muito simpáticos. E puilávamos, saltávamos, dancando, fazendo trenzinho pelo clube hehe, foi muito divertido. Detalhe que eu estava com a camisa do Peru (tem muita rivalidade entre esses dois países). E todos se surpreendiam quando falava que era do Brasil. Na rua um cara falou: "Peru?" eu: "sim" e ele falou algo que nao entendi, mas que nao deveria ser boa coisa. Outro cara na rua, que estava vestindo a camisa do Chile, olhou pra camisa do Peru e também falou algo rápido e baixo para mim, que também nao consegui ouvir hehe.
Na segunda noite, depois de fazer um city tour pela cidade, em um busao turístico, que custa 18k pesos, conheci um chileno e fomos para a noite juntos. Pegamos um taxi e fomos a um bairro bem movimentado, mesmo de domingo. Conhecemos duas chilenas num restaurante que nos acompanharam para um clube de salsa kkkkk. Detalhe que tava de croc, dancando esse estilo pela primeira vez. Modéstia ä parte, me saí melhor do que imaginava. Bom, foi bem divertido também.
No dia seguinte (detalhe que chorei tanto com a mina do hostal e nao tomei café da manha nenhum dia, pois acordei tarde nos dois) apenas andei pela cidade, conhecendo outros lugares que nao tinha passado. Já no final da tarde fui pro terminal de busos e comprei passagem pra Valparaiso. Estava sentado, comendo os restos de uma pizza que tinha comprado, e olhando a plataforma 8, que era a minha. Estava tranquilo, quando do nada vejo o meu busao indo embora, pela plataforma 7. Saí correndo que nem um louco, carregando mochila, pizza, refri, entrei na área destinada aos busos apenas, bati na porta e ainda consegui entrar. Nesse buso conheci um cara que me deu uns flyers pra uma festa que vai ter amanha aqui, parece ser boa. Me dei bem, pois ele disse q na porta o preco vai estar em 7k (uns 30 reais) e com o flyer entro na faixa :).
Depois de achar uma hospedaria, a mais barata da cidade, ainda chorei muito pro senhorzinho, muito gente boa. Me deu até pena de tá chorando tanto pra ele, mas depois a pena passou. Ele foi bem honesto comigo, que já era o lugar mais barato da cidade (fica um pokinho longe, do lado do congresso e do terminal) e custava 6k a noite. Me perguntou quanto eu podia gastar. Disse que em San Pedro eu paguei 3.500 chorando já(na verdade paguei 5k a noite). Entao ele disse que só poderia me garantir 3 noites, porque por esse preCo nao valia a pena para ele no ano novo, pois os quartos já estavam todos reservados. Ele falou que podia no máximo me fazer 12k por 3 noites. Depois de mais um choro, acho que o venci pelo cansaCo, ou pela pose de bom moCo ele deve ter ficado com pena de mim kkkjk. Fechei por 11k pelos 3 dias. Tipo: muito barato!.
Ok, o dono da lan house está me expulsando agora kkkkk. Depois conto o resto.
Adios!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Cheguei em Santiago, no Chile


Bom. Ontem foi o natal menos natalino que eu já tive. Passei no quarto de um hostal, sozinho. Na verdade, eu teria uma festa para ir, no meio do deserto, com música eletrônica, música ao vivo e muitos gringos. Mas nao fui por vários motivos. Primeiro porque possivelmente me bateria uma "bad" depos da festa, justamente por ser no natal e passar de forma tao vaiza quanto uma festa assim. Segundo porque possivelmente minha mae falaria pra eu nao ir, e com certeza eu me arrependeria. Terceiro porque possivelmente eu dormiria até tarde no outro dia e gastaria mais uma diária (sendo que a hora final é 11h30 da manhá), e isso sem contar a grana pra ir até a festa e entrar na mesma. Quarto porque como acordaria tarde, nao iria conseguir chegar cedo em calama e procurar um vôo para Santiago. Bom, aconteceu que eu até pensei em passar na igreja, mas estava tao quebrado do rolê de bike pelo deserto que quando deitei na cama acabei pegando no sono. Isso eram umas 11h e poko da noite. Foi bom porque na manhâ de hoje acordei 9h, comprei passagem de bus pra Calama, e lá fiquei até umas 17h. Ainda fiz amizade com um chileno cadeirante que perdeu o seu vôo por nao terem reservado lugar para ele, entao teria que e`sperar até âs 18h. Consegui comprar uma passagem promoconal bem em conta, se tratando de natal. O preÇo nas outras companhias estava em 200 mil pesos chilenos, sendo que comprei por 49 mil pesos A vista foi senscaio, equivalente a uns 99, 100 dólares ( no cartao sao Visa). A viagem foi muito boa, me acabei de comer sanduíche e suco, além de coca cola, tudo para economizar com a comda em santiago. A vista foi sensacional: de um lado, a cordilheira dos andes, e do outro, o oceano, a costa chilena.
Bom, cheguei em Santiago, e no busao para ir ao metrô conheci um chileno super gente boa, que se ofereceu para trocar dólar comigo (quando falei que nao estava tao alto). As casas de câmbio tao comprando por 465 pesos. Ele me fez por 470 pesos. Troquei só 20 dólares (deveria ter trocado mais). Ele teria que me dar 9.600 pesos, e ainda me deu uma nota de 10 mil pesos. Muito gente boa ele, trabalha no aeroporto. DIsse que queria trocar comigo porque em dólar ele consegue guardar o dinheiro e nao gastar (nao, nao é falsa, já usei a nota).
Depois de andar no metrô, que é bem legal, limpo e bonito, além de os vagoes serem todos interligados, entao vocÊ consegue ver muito longe dentro dos vagoes, chegei no centro da capital e fui procurar um hostal. Depois de muito chorar para uma chilena bem simpática, que possivelmente pode estar lendo esse texto haha, consegui 2 dias por 17 mil ( com café da manha). O preÇo original era de 10 mil por noite (ela queria me fazer 16 sem café da manha).
Agora estou aqui, já desanimado para sair, pois está praticamente tudo fechado por causa do feriado. Creio que amanha vou fazer um tour de bus abertto pela cidade, vamos ver.
P.S.: o Chile é muito caro.
P.S.2: tá, nao é mais caro que o Brasil, mas pra quem estava como rei na Bolívia, é uma grande diferenÇa.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal


Estou na lan house, em San Pedro de Atacama, no Chile. Nao sei o que vou fazer no Natal, tem nada pra fazer. Bom, hoje andei de bike pelo deserto do atacama, pelo Valle de a Luna. Foi sensacional, mesmo, apesar do calor monstro e da marca da regata que ficou na minha pele. O salar tambèm foi incrível, três dias no meio do salar, dormindo num hotel de sal num dia e num alojamento no outro. passei esses últimos dias com um casal brasileiro, os dois estao percorrendo a amèrica tambèm. Foram ótimos parceiros nesses dias e acabaram de ir embora. Mais um dia, novas companhias, novos papos. Bom, vamos ver. Vai ser um natal meio sem sal (apesar de ter saído do salar). É isso, estou sem inspiraçao, coloquei várias fotos novas no orkut. Por enquanto é só.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sei lá...

Eu estou fazendo uma viagem que quase 99,9 % dos jovens gostaria de estar fazendo. Agora eu poderia estar escrevendo sobre como foi incrível os dias que passei no salar, no deserto no meio do nada, na Bolívia. E realmente eu curti demais cada momento (tanto que todos estranham o número de fotos que tiro: pouco). Só que agora acabei ligando pra casa (e é impossível ser coincidência) e estava acontecendo o noivado da minha irma. Sei lá, me deu um vazio, uma tristeza. Eu só queria dizer como eu amo tanto cada um de vocês que estao aí. Sei lá, ao mesmo tempo que está sendo fantàstico cada momento, eu percebi como isso nao é nada, mas NADA, comparado com a família. Eu ficava vendo as fotos que tirei, e que estou colocando na net, incríveis. Mas sei lá. Na mesma hora abri o site do decolar (jabá) e comecei a ver passagens direto pra Sao Paulo (a primeira seria dia 26). Mas sei lá, nao vou agir pela emoçao do momento. O povo que tá comigo entrou na lan house e me viu aqui chorando, ficaram sem entender...bom, nao falei nada. Sei lá... vou continuar. Só queria dizer o quanto eu amo vocês.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Novamente em La Paz - Bolívia


Pois é, andei muito tempo sem postar novidades. Iria passar uns 2 dias em Cusco, mas acabei ficando 5.
Vamos lá. Na manhá seguinte ao último texto, eu fui ao Machu Picchu. Lá, encontrei dois brasileiros, um canadense e uma americana. Depois ficamos só eu, o canadense e a americana. Foi sensacional o passeio, muito bom mesmo. Subimos o Wayna Picchu, que é uma montanha que está em frente ä cidade Inca. Sobre o Machu Picchu só posso dizer que é sensacional. Depois de subir o monte eu n{ao conseguia entender como eles construíram aquilo, pois é muito íngreme (é o morro ao fundo na foto).
Já de tarde, me despedi de Jean Francois e Allie, que foram embora mais cedo (o meu trem sairia mais tarde). Fiquei de ligar para Allie para ver se ela iria querer sair em Cusco, já de noite. Como voltei tarde, meia noite, nao liguei, e acabei indo pra noite de Cusco sozinho.
Na manhá seguinte, estava passeando pelas ruas, quando do nada encontrei Allie nas ruas de Cusco. Fomos passear juntos, pois ela ainda nao conhecia a cidade. Entáo pagamos uma massagem (individual, cada um num guiche hehe), fomos ao mercado, compramos algumas coisas no mercado e decidimos que iríamos tomar o chá de ayhuasca (o chá do santo daime). Pagamos 170 soles cada e ficamos o dia todo sem comer nada, somente algo leve na hora do almoCo.
Bom, depois de um atraso dela, e eu morrendo de medo, pois eu nao iria fazer isso sozinho, ela chegou e, acompanhados do xaman, mais dois homens e um australiano, que tomaria conosco, fomos a uma casinha no meio de Cusco (iríamos a uma montanha, mas estava chovendo, e o xcaman achou melhor nao irmos).
Bom, depois de uma cerimönia meio estranha (detalhe que pra mim aquilo era tudo papo furado, pois para mim só seria química agindo em meu corpo), tomamos o chá. BENZADEUS, QUE GOSTO HORRÍVEL. Todos sabíamos que vomitaríamos. Eu fui o primeiro a ter os sintomas. Do nada comecei a dar muita risada, nao conseguia me controlar. Nisso eu perguntava para Allie como ela estava, e só me dizia que estava complemtanete normal. Depois comecei a ter as alucinaCoes. Vi Incas nas montanhas, no meio do Machu Picchu, me chamando para mergulhar na alucinaCao, coisa que eu nao fazia, pois por nao acreditar nessa coisa espiritual do chá, eu me voltava [a ideia de que era apenas química em meu corpo, e que estava numa casinha em CUsco. Também vi meus pais dizendo coisas do tipo "náo, artur, por que que vocë tá fazendo isso?".
De repente, eu comecei a vomitar, e muito. E um mal-estar gigante. Foi horrível. Eu segurava a mao de Allie, como uma forma de me proteger, pois estava ficando com medo. E repetia para ela, em inglës, para o xaman nao entender, "i wanna finish..i wanna finish!" Estávamos num quarto escuro, e o xaman ficava fazendo sons com um instrumento, que me dava medo. Comecei a me desesperar, e queria terminar logo. A minha garganta estava seca demais. Entao, no fundo da alucinaCao e loucura que estava sentindo, eu consegui raciocinar e dizer para mim mesmo "é só química no meu corpo, e essa bebida nao é algo que nosso corpo aceita, por isso a secura e o vömito...vou tomar água e acabar com isso". Entao peguei uma garrafa dágua e ameacei beber. O xaman já tinha botado muito medo em nós, de que se tomássemos água teríamos problema de pressáo, de sei lá o q, mas no fundo eu sabia q ele falava aquilo pois a água iria cortar a brisa. Entao, enquanto ele falava para eu nao tomar água, pensei: " que se fod#, eu vo terminar com isso". Tomei água, e depois de 5 minutos já comecei a me sentir melhor. A minha brisa passaria depois de uns 30 minutos.
Enquanto isso, o australiano estava malzao, andando de um lado para o outro, repetindo: "watter, watter..i need watter". Logho depois, Allie, que estava tranquila, come}ou a vomitar e ficar muito mal. Coitada, só ficou mal e nao teve nenhuma alucinaCao, deve ter sido realmente frustrante haha.
Resumindo, foi horrível. Depois, pela manhá, ainda fui no banheiro e liberei um resto do chá pela saída de baixo kkkkk, além do mal estar que senti pela manhá. Depois fiquei melhor, assim como Allie.
Bom, pra dizer a verdade eu tomei mais para acompanhar Allie, que estava com muita vontade de tomar, mas nao queria ir sozinha. Bom, valeu como experiëncia, mas para nunca mais, e nao recomendo.
Depois disso tudo, voltamos ao meu hostal, onde dormimos para descansar. Mais tarde, enquanto ela foi para a casa onde erstava hospedada, eu fui dar uma volta em um museu e no estádio do Cienciano de Cusco. CHeguei no estádio e pedi para visitar. Depois de me levar aos vestários, ao gramado e ä sala de imprensa, na hora de ir embora o funcionário me pergunta: "no hay propina(caxinha)?". Disse que nao tinha dinheiro trocado e voltei pro hostal.
O hostal
Era muito legal o hostal, tinha sinuca, tenis de mesa, vários jogos, e muita gente de todo canto, todos jovens. Fiz amizade com uma galera, joguei sinuca, talz. Já de noite, formaram uma mesa de poker, que só nao participei pois ia sair pra jantar. Na verdade, só fui acompanhar Allie em sua curiosidade de comer o Cuy (porquinho da Índia), pois como tinha comido tarde, nao estava com fome.
Bom, digamos que deixei o cuy pra ela haha. Que prato estranho, assim como ela achou, pois o bicho vem quase que inteiro, com dentes...credo!. Tanto que ela náo conseguiu comer. Bom, depois disso me despedi dela, que iria embora na manha seguinte, e fui ao hostal. Eu iria sair com um brasileiro e mais uns caras do hostal, mas com a chuva, acabamos por ficar no hostal, onde o som e a galera até que animou a noite. Dormi, e na manhá seguinte fui ä Puno. No busao, conheci um Colombiano: David. Estávamos apreensivos para chegar logo ä fronteira, que fecharia äs 7h. Nao conseguimos e tivemos que passar a noite em uma cidadezinha que nao lembro o nome. Dividimos um quarto (5 soles por cabeCa) e fomos comer (2 soles o prato com macarrao, batata frita e linguiCa). Como meus soles haviam acabado, ele pagou para mim, sendo que o recompensei em dólares. Hoje cedo atravessamos a fronteira, de volta ä Bolívia.
É muito engraCado como os Colombianos sao marginalizados pelos outros países. Enquanto o guarda nao me fez nenhuma pergunta, e me deu 30 dias de visto, para David, perguntaram quanto tempo ia ficar, quanto de dinheiro tinha, e ainda por cima exigiram o certificado judicial dele, que como David me falou é exigido em todos os países para Colombianos; lhe deram 20 dias de visto.
Bom, cheguei em La Paz e comprei minha passagem para Uyuni (12 horas de viagem). Aqui descobri que fiz uma burrada, pois nao precisava ir a La Paz. Perdi tempo e dinheiro, mas ok, já foi. Meu busao sai äs 7h pm.
Por enquanto é só.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Sinal de vida

Hje estou voltndo pra bolivia, para ir ao salar. Cusco foi ótimo, muito bom, e agor estou indo embora. Como tinha tanta coisa pra fazer me deu preguiça de ecrevr nesses dias hehe.

xau

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Amanhà: Machu Picchu


Logo depois de escrever o último texto, saí correndo da lan house pra pegar o buso de Copacabana a Puno (no Peru). Só gringo no ônibus, de tudo quanto é canto. Na hora de subir encontrei dois brasileiros: mae e filho, muito gente boa também (mal de brasileiro).
No meio da viagem, todos devem parar na fronteira com o Peru para regularizar sua entrada no Peru. Todos deveriam atravessar a fronteira andando e depois retornar ao ônibus. Na divisa, entre o posto da polícia boliviana e o posto da peruana (uma distância de uns 200 metros), enquanto eu ia caminhando, do nada senti uma marofa de maconha, muito forte. Quando olho pra trás, vejo um grupo de argentinos fumando ali mesmo, bem entre as polícias. Eu falei "estan loucos?". Me falaram que nao tinha problema, e q como era o último da Bolívia merecia uma ocasiao especial haha.
Bom, atravessamos, uma viagem de 3 horas que fui conversando com os brasileiros. Nota negativa para algum gringo peidorreiro que estava muito podre. Era uma bufa atrás da outra. Eu e os brazucas só cascando o bico, mas uma hora nao aguentei e tive que falar. Virei pro cara que estava atrás de mim e falei em inglês (ó, quem está peidando aí faça o favor de ir lá pra trás, pelamordedeus!". O gringo virou e falou pra mim: "nao, nao sou eu...inclusive eu estou sentindo também, mas nao sou eu". Ficamos com a teoria de que o peidorreiro era um gringo que estava dormindo, e enquanto isso liberando uns 5 litros de metano.
Cheguei em Puno, comprei bilhete para Cusco (com um argentino, trocamos bastante ideia também).
Com aproximadamente umas 10 horas de viagem, eram umas 6h da manha, o busao parou, e ali ficou umas duas horas. Como eu estava cansado, dormi e nem percebi. O que aconteceu foi que um caminhao tombou em uma ponte (na Bolívia também vi uma cegonha tombada), travando tudo. Os busos de viagem nao iriam passar, devido ao tamanho. Como só os menores passariam, entrei num desses. Só que depois de uma meia hora esperando (batendo papo cm uma brazuca tb), desisti e resolvi sair andando. Fui e consegui atravessar, no meio da muvuca. Andei muito pra frente da ponte, e depois começaram a liberar os onibus de viagem (detalhe que o meu demoraria muuuito, pois estava muito pra trás do acidente). Eu vi um busao encostando e pegando uma galera, numa muvuca. Nao pensei duas vezes "vamo que vamo". Começou a muvucar e o motorista saiu andando com o buso. Entrei com o busao já em movimento, fui o último a entrar. Tentei dar migué, mas vieram me cobrar (2 soles pela "carona") kkkk.
Chegando em Cusco peguei um taxi até o hotel (que um carinha me apresentou logo no terminal d busao. chorei e de 25 soles me fez por 15 a diária). Algumas horas depois o grupo dos argentinos chegaria no mesmo hotel que o meu. Uma turma simpática, gente boa. Logo depois de comer o café da manha, ainda no hotel, saí andando pela cidade, a fim de procurar passeios. Agendei um para o mesmo dia, depois do almoço, um city tour. Enquanto isso, comprei uma camisa da seleçao do peru e fui cortar o cabelo e fazer a barba (pq já tava ficando muito zuada). Paguei 10 soles por cabelo e barba.
Bom, fiz um city tour, muito bom, por várias ruínas. O guia era muito comédia, falava um inglês muuuito engraçado, parecia personagem dos simpesons. Trinquei de frio, porque nao levei blusa, pois estava quente no centro.
Bom, é isso.
Ah, e hoje vim para uma cidadezinha pertto de Machu Picchu. Paguei um passeio por ruínas, só q ao invés de voltar para Cusco, fiquei nessa cidadezinha. Aqui estou e amannha cedo vou para Machu Picchu. Está chovendo um pouco, e uma das rotas segue interditada. Mas vou de trem, entao è tranquilo.
Ah, depois que resolvi minha questao financeira (achei uma caixa que aceitou meu cartao da conta corrente) podemos dizer que agora estou um pouco ao estilo patrao haha. Nao to jogando dinheiro fora, mas digamos que nao preciso apelar tanto.
Ontem de noite, em Cusco, comi e fui sair. Cusco é MUITO LEGAL. O ano todo tem muito movimento, cheio de turistas nas ruas, sendo que todo dia tem algo pra se fazer, várias baladas, pubs, bares. Na rua encontrei um peruano que já tinha conhecido no city tour. Saímos juntos. Muito bom, pois a entrada em qualquer uma é d graça, entao íamos passando por várias para conhecer. Numa delas nos juntamos a alguns gringos, foi muito dahora, nego de Lima, Chicago, Australia, muito legal.
Fui pro hotel "cedo"(2h), pois ia fazer o tour do Vale Sagrado pela manha (o buso passaria 8 e meia para me pegar). Avisei na recepçao para me acordarem 7h15, para comer, arrumar as coisas e ir. Quando foi 8h40 eu levantei, por um acaso (pois precisava tirar agua do joelho). Nisso encotrei o cara do hotel, que disse q o busao tinha passado e ido embora. Provavelmente tentaram me acordar, batendo na porta, eu nao acordei e desistiram. Sei que sai correndo q nem louco, jogando tudo dentro da mochila, e ainda consegui pegar o buso na praça central (Plaza de Armas). Bom, fiz o rolê e estou aqui agora. Ah, sensacional o rolê de hoje também, ruínas do povo Inca.
Por enquanto è isso...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Furtaram meus óculos de sol




Bom, essa é a segunda vez q vo tentar fazer esse texo. A outra lan tava horrìvel, caindo toda hora.

Pois é. Quando fui arrumar as coisas para ir embora de La Paz, percebi que meus óculos de sol (que eram da minha màe hehe) tinham sumido. Chamei o responsável pela limpeza, um senhor velhinho, que jurava de pé junto que nao th sido ele "trabajo a 25 años acá, por favor, 25 años". Bom, reclamei na recepçao mas ficou por isso mesmo. Ainda saí falando pra mulher que ia cirar o slogan pora galera que quisesse ir a La Paz. "Hotel Continental, donde sus cosas desaparecem de su habitación".
No ultimo texo eu disse q ia pro Chacaltaya. Mas logo depois de escrevê-lo me ligaram no hotel, que tinha sido cancelaod pq nao th gente o suficiente. Isso era 20h10 e tudo fechava âs 20h. Saí correndo q nem um louco pelas ruas, recuperei a grana, e no apagar das luzes de uma agência consegui fechar no dia seguinte o tour para a estrada mais perigosa do mundo: Coroico.
Na mesma noite ainda fui pra duas baladas, sendo que percebi como sou abençoado de morar no Brasil kkkkk. Além do que tocou Rebolation numa delas, aquilo foi pra matar e ir pro hotel.
Essa foi uma das piores noites da minha vida. MEU DEUS, parecia que nao passava. Era uma dor de cabeça inimaginável, fora o mal estar. Foi horrível, a noite parece que durou umas 18 h, nao chegava a manhá de jeito nenhum. O povo sabe q nunca bebi, e se isso q senti foi algo próximo de uma ressaca, benzadeus, nao vai ser tao próximo que vou beber mesmo.
Pela manha me encontrei com uns gringos que iriam fazer o tour comigo, na agência me deram pílulas de orocho, que me salvaram o dia todo.

Estrada da morte
é um absurdo, sério. Só estando lá. A paisagem é algo bizarro, andando de bike a uns 80mh-h no asfalto ao lado de montanhas de 3 mil metros. O mais engraçado é q vc assina um termo, no caso de se machucar ou morrer, e pronto. Nao ligam se vc sabe andar d bicileta, se tem noçao. O guia vai na frente e quem quiser acompanhar na velocidade monstra que acompanhe(meu caso). Mas tinha gente que ia devagar, escoltada pelo carro de apoio. Andamos cerca de 60km de distância, horas e horas. ë sensacional. Depois vem a estradinha de terra, q é realemnte a da morte. Andando a uns 60mh-h do lado de abismos gigantes, que se vc errar a curva, já era. E o guia nem aí, vai que vai, no máximo numas curvas mais perigosas ele avisava com o braço pra tomar cuidado kkkk. Depois ainda tivemos um lanche, num sítio com piscina e tudo mais. Muito barato o rolê0: 40 dòlares, sendo que vc tem: bikes de primeira,tdoo equipamento de segurança)que nao serve muito se vc cai no abismo haha), trasnporte de uma hora até o início, e de 3 horas pra voltar de carro, lanches (coca e sanduíches), almoço, piscina. Ou seja, por um dia inteiro de passeio, com tudo. No brasil um passeio desse nao sairia por menos de 300 reais, certeza.

Como nao fui pra Chacaltaya (nao th grupo pra hj tb), resolvi ir logo pro Peru. Primeiro vim pra Copacabana (lago Titicaca). Os passeios aqui se resumem a visitar ilhas, e digamos que entrar numa balsa para ir pra uma ilha nao seja nenhuma novidade para mim rs. Daqui a meia hora pego o busao pra Puno, no Peru, de lá sigo pra Cusco, onde apssarei uns 3 ou 4 dias (macchu picchu e tudo mais). Depois volto pra La Paz e tento fazer uma trilha pras montanhas com neve.

Boca de mae nao falha
quando estava faznedo as malas (na noite anterior ä viagem, eu ia deixar de fora uma cueca velha, larga, em forma de asa delta(sim, ridícula). Só q mh mae falou pra levar, no caso de alguma emergência. Pois bem. Hoje, depois de comer um macarrao em Copacabana, as necessidades fisiológicas me chamaram. Depois de pagar pra ir ao banheiro, que era um nojo, mas nada que nao esteja acostumado numa viagem pra ver o Corinthians, ou em algum boteco perdido de Lagoinha (um @ pra galera da roça). Bom, o que paguei me deu direito a um pedacinho d papel higiênico, que nao deu nem pro cheiro, literalmente. Resumindo, a cueca q mh mae falou pra levar foi muito útil haha. Jaz uma cueca asa delta no banheiro público de Copacabana, na Bolívia kkkkkk.

Agora vou pro Peru. Detalhe que vários bolivianos me falaram pra tomar cuidado lá. Ou seja: se os bolivianos estao falando pra tomar cuidado no Peru, é pq lá o bagulho deve ser LOOOKO kkkkk. (Francism nao sou eu que estou falando, mas nossos irmaos bolivianos, nao fique bravo comigo haha).

Bom, é isso. Acho q agora vou conseguir enviar o texto. Se lembrar de algo (sao muitas coisas no dia-a-dia que vale a pena citar, mas se o fizer cada texto vai ter umas 15 páginas).

Por enquanto é isso.

sábado, 11 de dezembro de 2010

4.o (quarto) dia de viagem

Primeiramente gostaria de dizer que è muito legal saber que o pessoal da minha famìlia e amigos estáo acompanhando o blog. Isso me dà forças para encarar um teclado que jà està apagado, diferente e em um computador que sò de iniciar o joguinho paciência ele jà trava.
Bom, o episòdio na casa do senhor brasileiro0boliviano foi muuuito engraçado. Primeiro que quando cheguei pra comer, ele tava desesperado porque tinha acabado o gàs, saiu correndo para comprar. Nisso fui dar mais uma volta pela cidade, praça, talz. Quando voltei, a comida estava na mesa. Uns pedaços de carne temperada com pao frances. Nao sei se era a fome, ou sei là, mas a carne estava òtima.
O suco
Me serviram um suco com uma fruta local, nao sei o que è. A aparencia era horrìvel, parecia agua suja, que acabaram de lavar a louça, e cheio de pedacinhos brancos da fruta. Foi dar a primeira golada q vi q o suco era muito bom. Em um momento, o senhor levantou e foi â sala. Nisso, eu ia engolindo os pedaços de fruta, sem mastigar, porque a testura era estranha. A mulher dele e sua cunhada (ambas bolivianas e q nao entendiam nada do q a gnt faava) nao me disseram nada. Porèm, a cunhada foi dando risada falar com o senhor. Nisso ele volta cascando o bico "HAHA, ela me falou que você mandou o caroço pra dentro, nao pode engolir...cuidado com a saìda agora, e sorte sua q nao era abacate". Foi muito engraçado, as bolivians choravam de rir.
Outro fato engraçado è q realmete elas nao entendiam nada. O senhor virava pra mim e falava: fica sossegado, ò, elas sò dao risada mas nao entendem nada, quer ver. e falava portugues ràpido: "O, meu amigo brasileiro ta falando aqui que quer te dar umas pimbadas, falou tambem que c tem um bundao". kkkkkk eu chorei de dar risada, e elas deram risada tambèm, mas nìtido que náo entendiam nada. O tiozào era muito doido. E ficava falando umonte de besteiras muito mais sujas do que essas pra ela hehe. Eu náo sabia onde enfiar a cara.
Ai saò, peguei um mini atè a estaçao. Là encontrei dois gringos que ja tiunha conversado antes, talz, dado uma luz. Ao invès de comprar uma passagem direto pra la pazx, comprei pra cochabamba pra depois ir p la paz (e bem mais barato).
A velha maluca
Estava no onibus pra cochabamba, tudo certo, com bolachas e àgua. Caì no sono. De repente, nem lembro o que estava sonhando, sei que acordei assustado, porque estavam me socando o braço, me dando murros mesmo. Quando acordei vi q era a velha loka do meu lado q tava me dando porrada. Eu náo entendi bulhufas. "perdon, senhora, perdon, que hay hecho para la senhora? perdon, perdon!". Ficou um clima estranho, e fiquei quieto. Mas, como curioso que sou, eu realmente queria sabert o que aconteceu. Uns 10 minutos depois, pedi passagem pra ela, pois disse q queria ir no banheiro(mentira, sò tava testando). Ela falou que nao ia sair."Mas senhora, necessito ir ao..." "CALLA TE! NO TE ENTIENDES?CALLA TE!". Ela eras velhinhas tradcionais bolivianas, catòlicas. Entáo falei: "Pelo amor de virgen maria, tambièn soy catolico, me diga o que se passo?" Aì ela amenizou, mas ficou muda. Comecei a perguntar pra velharada q tava do lado. Ficou um clima estranho, todos viram q a veilha deu de loka. Sò me falaram: "No conoces ella, no hable com ella. No hable con ella." Aì eu desisti de entender, fiquei quieto e voltei a dormir (mesmo com medo de apanhar de novo, pois uma das minhas hipòteses è q eu teria roncado e irritado ela).
CHeguei em Cochabamba, comprio passagem pra La Paz (me enrolaram, era 30 Bs e me fizxeram por 35 Bs). No ônibus conhci mais uma galera, duas bolivianas tambèm, que modèstia a parte tavam rasgando muita seda pra mim, querendo saber o que eu ia fazwer de noite. Bom, ainda peguei carona com um amigo delas, de carro, me deixaram na frente do hotel qe estou. Sò q dei um perdido neas pra hoje a noite, que alias vo comer uma pizza e ir pra um bar/balada Mongo¨s.

Dinheiro
Fiz burrada, deveria ter trazido mais dòlares ou mais bolivianos, apesar de ser muito barato. Para que tenham ideia: gastei 400 reais (comprei 490 bolivianos e 120 dòlares). Ainda tenho 100 bolivianos, e 120 dòlares( que se vender geram 840 bolivanos) . Vou tentar mandar dinheiro pela net na conta do hotel e eles sacarem pra mim, vamos ver. Náo tem santander na bolivia, e no peru sò tem na capital, e nao vou pra là.

Hoje
Cheguei em La Paz, QUE CIDADE LOKA. È muito estranho, ao redor de morros gigantes, com casas que vao atè muito alto no morro. Andei pela cidade, fui ao shopping, vi mercadorias muito baratas. Tenis que custam 800 reais no brasil que aqui sairiram uns 160 reais (original, no shopping). Mas resisti e nao comprei, nao to precisando. AH, QUE TRÂNSITO MALUCO. Meu deus! Em Santa Cruz de la Sierra jà tinha percebido isso. A buzina aqui è tipo quando você dà seta. Toda hora nego mete a mao na buzina, è uma loucura. Alèm do que, parece que TODA HORA vai ter acidente de carro, haha è muito loko. Jogam o carro em cima do outro e tao nem aì, o outro que pare. Toda hora tem isso. Agora vou tomar um banho no hotel (sim, estou tomando um banho por dia, por incrìvel que pareça) e comer pizza e depois ir pra noite. Aliàs, comi spaghetti hoje, muito bom 30 bs (cerca de 8 reais).
Amanhá vou fazer um passeio ao Vale de la Luna e monte Chacaltaya (SIM, TEM NEVE!!! VO ANDAR NA NEVE HAHA!!!!!). Mais de 5 mil metros de altitude. Falando nisso, to com muita falta de ar o dia todo e dor de cabeça. Masquei folha de coca, náo muito. Alivia um pouco e amortece a lingua (gosto horrìvel) Amanhá temos que tomar o chà pra aguentar a caminhada. Depois d amanhà vou fazer de bike a trilha mais perigosa do mundo (procurem fotos Coroico). Bom, vou indo nessa.
Um beijo pros meus pais, minhas irmàs, tias, tios, amigos...todos. È legal saber que estao aì, really.

P.S.: esse è o ùltimo aviso, o texto tà simplòrio, como se tivesse no msn mesmo, nem corrigi. (esse è um recado ao senhor Odaìlton)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Comeeeeeça o rolê pela Amèrica do Sul


Bom, vou escrever sobre as primeiras impressóes da minha viagem pela Amèrica do Sul. Jà peço desculpas por possìveis erros(teclado estranho), pois estou fazendo muito sem planejamento e simplesmente esrevendo o que està vindo na minha cabeça, em um calor de aproximadamente 73,9 graus Celsius (náo achei o sìmbolo no teclado).
Vamos começar do inìcio. Peguei o aviAo em SAo Jose dos Campos, com destino a Minas Gerais. Muito bom o vôo, de Azul. Fica aqui a recomendaçao. Barato e com poltronas largas, confortàveis, alèm de se tratar de um aviao brasileiro, embraer. Cheguei em BH umas 11 e pouco, sendo que o aviao para campo grande sò sairia âs 18h. Para matar o tempo foi bom que conheci uma mineira, gente boa. Ficamos horas conversando.
Na chegada a Campo Grande conheci uns caras que começaram a me dar conselhos sobre corumba, o que fazer, cuidados, talz. Bom, na saìda do aeroporto rachei um taxi com mais dois caras para a rodoviaria (nota para o misto quente da rodoviària, excelente, gigante e barato). Um deles, um major do exèrcito, muito gente boa, passei muito tempo conversando com ele tambèm. È muito legal essa coisa de conhecer pessoas no caminho, ficar conversando, muito bom mesmo.
Depois, a meia noite, peguei um busáo para corumbà. Foram 7 horas de viagem que nem senti, pois dormi praticamente 6 horas e 40 minutos da viagem.
Cheguei em corumba era + -6h30, tomei um banho na rodoviària (sim, è verdade) e jà fui pegar um onibus urbano para a fronteira. Corumbà è um lugar muito, mas muito, muito quente mesmo, e tao simples quanto quente. Tem muito boliviano pelas ruas, muitos carros de là.
O taxista malandro:
chegando na fronteira, um taxista boliviano me ofereceu corrida atè a estaçao de trem. Me pediu 6 reais, chorei, chorei, e fez por quatro reais (cerca de 8 minutos d carro). Passamos pelas bases da Policia federal daqui e da policia boliviana. Muito bom, legal, sò que quando chegamos na estaçao de trem, ele vira e fala: "no carimbaste su passaporte, no?" ( eu pensei, maldito! me gambelou, pois eu teria q voltar pra carimbar). Voltei, (paguei mais 2 reais) peguei uma filinha na pf do brasil, carimbei e fui pra boliviana. Ok, tudo certo, conheci uns 3 brasileiros, comprei uns bolivianos e uns dòlares. Sò q no meio de tudo isso, esse taxista ficou me esperando, pra voltar pra estaçao. Sò q pensei: "Ah, mardito, c vai tomar um chà de cadeira". Ele ficava toda hora me apressando: "vamos?, vamos?" e eu falava q tava com os 3 caras , q era p esperar, talz. e o taxista ainda achou q eu iria trocar o cambio com ele haha. Depois de fazer esperar, e mostrar q jà tinha trocado, ele ficou loco. Ironicamente eu falei"vamos? mas no vas a me cobrar mas nada, certo?" ele ficou bravo, começou a murmurar "yo no voy, procure otro ou va andando" kkkkkkk. Aì peguei outro taxi e fui.
Comprei a passagem, e fui comer uns "empanados de queso"=pastel de queijo. LEgal, fiquei conversando com uma senhora boliviana, talz. Peguei o trem da morte âs 11h.
O trem da morte
Hoje jà entendi porque se chama trem da morte. MEU DEUS, Q CALOR INSUPORTÀVEL QE FAZ. O trem anda no màximo a 40km/h. O total deu 20 horas de viagem. A sorte è que novamente uma mineira se colocou no meu caminho, muito bicho grilo. Ela tà hà 2 meses andando pelo Brasil e agora vai fazer um rolê pra fora. Hipponga total, tinha mais pêlo no suvaco q eu haha, mas era muito gente boa tambèm. No mesmo trem conheci uns 2 mulequinhos bolivianos que ficamos brincando, conversando pra passar o tempo(2 novos corinthianos). Falando em Corinthians. Trouxe vàrias camisas para: 1: divulgar o Corinthians. 2: uma forma de quebrar um gelo de uma primeira impressáo. E è incrìvel como isso acontece. Estava sem camisa no onbius, um policial boliviano me mandou colocar (detalhe q atè entáo estava morrendo d medo da policia daqui). Depois o mesmo policial me mandou ir pro meu lugar certo, q náo era a janela (ele sentou na mh janela). Aî beleza, fiquei esperto tentando fazer tuo certinho pra náo dar motivo. Mas, o mesmo policial, quando estava no vagáo de cargas, viu que eu era corinthiano, e comeñou a falar que acompanhava tambem, talz. Isso porque um cara q trabalha no trem deixou eu e a mineira ir ao vagao de cargas, pois tinha as porta abertas e era mt mais freesco. Esse cara se disse corinthiano, sabia nome de jogadores talz. E falei que tinha umas 7 camisas comigo: náo deu outra, me pediu uma de presente. Dei, muito legal. Toda hora que passava por mim "oba, corinthiano". Tirei uma foto com ele. E na hora da foto q o policial viu q era corinthiano e "virou meu amigo" haha.
Cheguei em Santa Cruz de la SIerra agora pela manhá (sáo 10h46 aqui). A princìpio eu dormiria aqui, mas ouvi relatos no caminho, talz, q a cidade è meio cara para se ficar e náo tem o que fazer d noite. Entáo comprei passagem pra Cochabamba hj, âs 19h30. De là pego outro buso pra La Paz. Pretendo ficar em La Paz uns 3 ou 4 dias (pois ganhei um, jà q nao vou ficar em santa cruz).
Comprei a pasaegm e fui andar pela cidade. O onibus è mt esranho: è tipo um ªmini-microonibus" q a galera vai= 1,50 bolivianos. Andando pela rua, náo me controlei. Achei uma casa de jogos de maquininha(aqueles proibidos no brasil). Lojas sò disso. Entrei e colaborei com o desenvolvimento boliviano em 8 bs (me arrependi). Sao muitas e muitas feiras sem fim, uma q entrelaça na outra. È uma 25 de março com menos movimento, mais apertado e com mais ruas entrelaçadas. O calor aqui tà bravo tambèm. Estava pedindo informaçao sobre um ugar pra comer e encontrei um senhor de uns 60 anos, brasileiro (vive hà 60 aqui) q me convidou pra almoçar na casa dele, com a familia dele. Nesse momento minhas coisas tao na casa dele e eu to na net. Bom, por enquant oè isso. Claro que tem mais coisas a se contar, mas esse texto jà tà gigante, jà cansei de apanhar pra esse teclado procurando teclas, acentuaçoes, talz.

P.S.: que calor! Jà suei tantas vezes q nem ligo mais, tà tipo um sebo ùncio pelo corpo. O cabelo parece uma palha.

P.S.2 : sim, o texto tà bem podrinho, mas como falei, escrevi como se tivesse contando as novidades por msn. Se lembrar de algo legal eu deixo um comentàrio aqui.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um campeão, uma taça... várias bandeiras

A escola espanhola de futebol sagrou-se campeã da Copa do Mundo pela primeira vez em sua história. Milhares de torcedores saíram às ruas do país para festejar o inédito título. Porém, o grito de “Viva, España” não é repetido aos quatro cantos do país ibérico, visto o grande número de regiões que lutam por independência. O título pode acalmar os ânimos, mas, ao contrário do que ocorre no Brasil, o futebol não encobrirá a política.

A conquista veio em um momento oportuno para o país, que ainda tenta se recuperar da crise global. Em junho, alcançou o terceiro mês consecutivo de redução na taxa de desemprego, a qual ainda é uma das maiores da União Europeia, com aproximadamente 20%, segundo o Ministério do Trabalho e Imigração do país.

Ainda no gramado, as câmeras de TV mostravam jogadores espanhóis comemorando o título, levantando a taça. No entanto, apesar da união do grupo, percebe-se a diferença de ideais políticos que move esse Estado. Enquanto uns carregavam o pavilhão da Espanha, outros, de forma muito mais calorosa e fanática, beijavam a bandeira da Catalunha, exibindo-a às câmeras, como uma forma de protesto.

No dia anterior à final, 1,1 milhão de catalães saíram às ruas de Barcelona para apoiar o Estatuto da Catalunha (o Estatuto prevê autonomia jurídica, política e cultural para a região, sendo rechaçado recentemente pelo governo espanhol).

Dos 11 homens que iniciaram a final contra a Holanda, sete jogam no Barcelona, time que, além de ser o maior da Catalunha, é um símbolo da causa catalã. O atual slogan da equipe - “Muito mais que um clube” - faz referência à causa política da região.

Talvez por essa razão, pela primeira vez, catalães falavam abertamente que torceriam pela seleção espanhola, algo impraticável tempos atrás.


Espanha dividida


A Espanha sempre sofreu com um grande número de batalhas separatistas, fruto das suas diferentes identidades ao longo da história. Atualmente, é a nação que posui um dos maiores números de movimentos políticos com caráter separatista do mundo. O País possui 17 comunidades autônomas, que foram criadas com a promulgação da Constituição Espanhola de 1978. Cada comunidade é dotada de autonomia legislativa e competências executivas, bem como da faculdade de se administrar mediante representantes próprios. Essa foi a solução encontrada na chamada transição democrática da época, após o período franquista, para um problema secular do país: as reivindicações democráticas das nacionalidades e as relações do poder central com estas.

O caso separatista mais famoso da Espanha é o do País Basco, região localizada no extremo norte do país e sudoeste da França. Pela causa, em 1959, surge o grupo separatista Eta (sigla de Euskadi Ta Askatasua, ou "pátria basca e liberdade", em euskara, língua falada na região), considerado um grupo terrorista por vários governos mundiais, a começar pelo espanhol. Com a Constituição de 1978, houve uma pequena trégua, porém o grupo não cessou os ataques a bomba.

Na Catalunha, há o nacionalismo catalão, que ganhou grandes dimensões nos últimos anos, com o partido “Esquerda Republicana de Catalunya”. Outro movimento muito conhecido é proveniente da região de Galícia, ao norte da Espanha. A região tem como representante o partido “União do Povo Galego”.



A dúvida que paira no ar remete ao comportamento dos jogadores catalães na hora de comemorar o título. Milhões de pessoas ao redor do mundo estavam com seus televisores ligados, acompanhando a disputa. Era um momento propício para uma forma de protesto, pois a política, para os defensores da causa, está acima de qualquer evento esportivo.

Em Barcelona, a alegria é grande pela conquista do primeiro título, mas o orgulho de ser catalão é ainda maior, o que foi demonstrado no protesto realizado.

Para defensores da unidade espanhola, antes de qualquer equipe, os jogadores representavam a Espanha, como país, como uma só nação. Na camisa de cada jogador, do lado esquerdo do peito, estava estampado o brasão de armas da Espanha, símbolo máximo do governo espanhol.

Todavia, o mais interessante a se notar é a preocupação política desse povo. O futebol é – sim - importante para o espanhol. A conquista foi – sim - muito festejada. Mas não obstante essa festa toda, há o momento de se pensar em coisas mais sérias. Entre um jogo de semifinal e a decisão de uma copa do mundo de futebol, mais de um milhão de pessoas saiu às ruas, não para comemorar, apoiar a seleção, mas por uma causa que, definitivamente, mexe com a vida dessas pessoas.

Em terras brasileiras, vemos como o caso das enchentes, em Alagoas e Pernambuco, foi deixado de lado por algumas partidas de futebol. Ou decisões tomadas em Brasília, que percebemos não terem repercutido tanto quanto deveriam. Afinal, o aumento aprovado no Senado, de 18% no salário de servidores federais, também não conseguiu fazer mais barulho do que as vuvuzelas da copa.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O caminho de uma voz (29/04/09)

Em minha concepção de Corinthiano, penso que no estádio sou apenas uma das milhares de vozes que têm a obrigação de empurrar o Corinthians. Não vou ser hipócrita e dizer que apoio os 90 minutos. Mas tento ao máximo garantir, como em todos os jogos que vou, meus 85 minutos incessantes de apoio.
O que acontece é que cada uma dessas vozes tem a sua história, sua trajetória ao reduto Corinthiano. Uns vão de Caravana, outros de metrô, somente com a companhia de outros loucos, desconhecidos que se tornam irmãos, que se tornam "Curintchá". Tem gente que viaja com família, enfim, de tudo quanto é jeito. O que vou passar aqui é a minha história. O caminho de minha voz até o Pacaembu naquele 2 x 1 contra o "time da floresta".
Fui com minha família na sexta até um sítio em Lagoinha, interior de São Paulo. Eu já estava todo arranjado, ficaria no sítio até domingo de manhã, quando pegaria um ônibus com destino à Capital. Minha família é toda católica, e bem praticante, então vocês podem imaginar o choque que foi quando disse que largaria a família num domingo de Páscoa para ver, como eles gostam de falar, um "jogo de futebol". Não preciso dizer a vocês, irmãos, o absurdo dessa frase.
Pois bem. 5:30 da manhã de Domingo, já estava de pé. Chegando no centro de Lagoinha (se é que aquilo é um centro) descobri que o ônibus para Taubaté já havia partido. Ali mesmo fiquei sabendo que às 6:30 poderia tomar um para Pindamonhangaba. Queria ir de lá para Taubaté, por ter mais horários de ônibus para São Paulo, pois de Pinda direto para a capital só sairia 12:30, muito tarde.
Essa viagem de Lagoinha a Pinda é um capítulo à parte. Quando o ônibus chegou, não acreditei: era um escolar, digno daqueles que assistimos em reportagens nos confins do nordeste, levando crianças para a escola, sem segurança alguma. A estrada era de terra, toda sinuosa. O ônibus não conseguia passar dos 40km/h. Um trecho que, em uma estrada boa, demoraria 50 minutos, nessas condições que já citei, levou 2 horas e meia.
Os passageiros eram sitiantes da região e pessoas muito simples, que, ou paravam em sítios no caminho, ou que realmente estavam indo à Pinda. R$8,00 a "passagem".
Após uma viagem nada confortável, além de não ter onde encostar a cabeça, o balanço do ônibus na estrada esburacada não permitia nem sequer um cochilo. Chegando em Pinda, descobri que havia passado o ponto mais próximo da rodoviária. Perguntei o caminho e fui andando. Detalhe que nunca havia pisado em Pinda. Enquanto andava, meio perdido, vi 4 pessoas, todas uniformizadas com roupa da Gaviões da Fiel, bem distantes. Saí correndo para alcançá-los. Perguntei o óbvio: " Opa, me fala uma coisa, cês tão indo pro jogo?" Não acreditei quando disseram que estavam indo de caravana para o jogo. Conversei com o responsável. Disse-me que não tinha mais ingresso disponível, porém eu já tinha comprado ingresso pela net, então perguntei quanto ficaria só pela carona. Muito gentilmente, não me cobrou nada. " Sobe aí que é tudo Corinthians!"
Paramos para pegar a galera de Jacareí, São josé dos Campos e seguimos viagem. De São José à Capital foi só agito no ônibus.
Chegando em sampa eles foram direto à Rua São Jorge. Dali agradeci e tomei rumo sozinho pelo metrô. Tudo certo, cheguei ao Pacaembu... o resto é redundância.
Vai, Corinthians!

P.S.:Gostaria de agradecer mais uma vez os Gaviões do Vale, em especial à galera de Pinda. Além de não me cobrarem nada ainda me proporcionaram a ida ao estádio mais agitada que já tive.

P.S.2: O motorista do "ônibus" de Lagoinha para Pinda era IDÊNTICO ao Mano. Por 2 vezes dei risada sozinho só de olhar para a cara dele. Me arrependi de não ter tirado foto.

P.S.3: VAI, CORINTHIANS

No princípio é o caos...

Finalemente deixei o orgulho de lado e criei o blog. Sempre falei que não teria msn, orkut, twitter, e assim vai. Bom, como não estava conseguindo pensar em algo bacana pra começar esse blog, vou colocar um texto antigo que tenho aqui.